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Caminhões são veículos extremamente robustos, responsáveis por transportar cargas elevadas por longas distâncias. Por conta disso, a mecânica desses veículos exige componentes de nível elevado, e sua configuração é mais complexa que a de carros de passeio. Tal fato acaba gerando muitas dúvidas nos condutores, mesmo entre os mais experientes. Mas por que?

A experiência na estrada pode agregar alguns vícios e costumes equivocados, muitas vezes passados de uma geração para a outra. Nossas estradas estão repletas de lendas e hábitos nocivos que prejudicam o trabalho e até colocam em risco a vida dos condutores.

O conteúdo de hoje irá justamente desvendar os 5 maiores mitos sobre a mecânica de .caminhões. Vamos lá?

“É preciso aquecer o motor”

Muitos motoristas herdaram o hábito de aquecer o motor de um tempo em que não só os caminhões, mas também os carros, não possuíam injeção eletrônica. Por conta disso, os veículos utilizavam óleos lubrificantes muito menos eficazes. Não é raro vermos condutores experientes mantendo o veículo ligado durante “15 minutinhos” antes de pegar a estrada.

O caminhão se aquece rodando. Componentes como freios, rolamentos e embreagem, que não se aquecem com o veículo parado, esquentam naturalmente à medida que o caminhão segue seu percurso. A tecnologia atual garante a lubrificação adequada e a mistura certa de combustível com o motor frio ou quente, pois os óleos modernos suportam trabalhar em diferentes temperaturas com total eficácia.

“O aditivo do radiador é dispensável”

Esse é outro famoso mito sobre mecânica de caminhões que pode causar sérios prejuízos ao motorista. Embora alguns condutores experientes digam o oposto, especialistas não têm dúvidas em afirmar que o aditivo do radiador é indispensável e inclusive aumenta a vida útil dos componentes. O aditivo possui a capacidade única de transformar as propriedades da água, ampliando os intervalos entre os pontos de fervura e de congelamento.

Isso evita, portanto, que o motor corra o risco de superaquecer em dias muito quentes e também de congelar em dias mais frios. Além disso, o aditivo possui propriedades anticorrosivas, o que ajuda a proteger a parte interna do motor de problemas como ferrugem e desgaste precoce.

“Óleo evita a corrosão de partes metálicas”

Uma lenda corrente sobre a mecânica de caminhões é que pulverizar óleo nas partes metálicas evita a corrosão. Além de falso, esse mito fez com que produtos completamente inúteis para o veículo, como o óleo de mamona, se tornassem populares. Na verdade, essa prática tem o efeito oposto: o produto acaba aumentando a adesão de partículas como poeira, pedrinhas e outras sujeiras, funcionando como uma verdadeira cola!

Isso prejudica diversos componentes do caminhão e, dependendo do local da aplicação, pode acabar gerando grandes prejuízos. Itens emborrachados como mangueiras e vedações também podem ser danificados. Para garantir que sua mecânica esteja sempre em dia, procure manter tudo limpo e utilize apenas produtos adequados para isso.

“Descer em ponto morto economiza combustível”

Essa é outra lenda sobre a mecânica de caminhões que pode colocar a vida do condutor e dos outros motoristas em perigo. Descer em ponto morto, além de não proporcionar nenhuma economia significativa, pode diminuir a segurança e causar sérios acidentes. Especialmente em veículos pesados como os caminhões, o freio motor é extremamente útil, pois confere mais controle na pista – principalmente em declives acentuados e longos.

Além disso, o freio motor minimiza o desgaste de tambores e lonas de freio, que podem aquecer e até parar de funcionar se forem excessivamente ativados nas decidas mais severas. Vale lembrar também que a injeção eletrônica é inteligente e, ao descer com a marcha engatada, ela já reduz o consumo. Portanto, descer em ponto morto só causa prejuízos!

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