Como_funciona_o_freio_a_ar_dos_caminhões.jpg.jpeg

Segurança é fundamental, ainda mais quando se viaja longas distâncias pelos milhares de quilômetros de estradas e rodovias deste país. A primeira coisa que vem à mente quando falamos desse quesito são os freios dos caminhões. Como é possível parar com eficiência um veículo carregado com 30, 50 ou 75 toneladas de carga?

Protagonista da segurança do caminhão, o sistema de freios precisa passar por constante manutenção. Em muitos casos, as falhas no equipamento de frenagem decorrem da falta de um trabalho preventivo nos componentes do sistema. Por isso, é essencial cuidar periodicamente de um componente que é tão fundamental para o funcionamento do caminhão.

Inventados no final do século XIX nos Estados Unidos, os sistemas de freios a ar foram inicialmente utilizados para a frenagem de trens. Entretanto, somente em 1956 é que os freios a ar passaram a ser utilizados nos pesados das rodovias. Vamos conhecer como funciona o sistema de freios a ar?

O interior do sistema

Equipados com um sistema pneumático, os freios a ar dos caminhões trabalham com um sistema compressor de ar, que faz a admissão do ar simultaneamente à admissão de ar do motor. O compressor mantém o ar comprimido e o manda para um regulador, que controla a pressão de trabalho dos freios.

O excesso de ar produzido pelo compressor é jogado para a atmosfera, regulando a sua pressão. Os quatro circuitos conseguem, assim, redistribuir a pressão. O compressor tem seu cabeçote resfriado pelo líquido do sistema de arrefecimento do motor, mas também existem cabeçotes que são resfriados a ar.

O sistema de dutos

Os freios possuem dutos que se direcionam para o eixo traseiro e para o eixo dianteiro. Além disso, há dutos direcionados para o freio de estacionamento e outra saída que possibilita o acionamento da buzina, do freio motor e de outros acessórios do veículo. Em caso de queda de pressão num dos dutos, o outro funciona normalmente e o sistema de frenagem não fica inteiramente inoperante em caso de emergência.

O freio de estacionamento

O freio de estacionamento é alimentado de forma independente do sistema de dutos que trava as rodas. Quando o motorista aciona a alavanca de comando, a câmara de freio de estacionamento libera o ar, que atuará nas câmaras. Há a movimentação do excêntrico, uma peça que tem formato de “S” e que libera as rodas do veículo. Em caso de queda de pressão, as sapatas de freio se expandem e travam as rodas.

Os cuidados necessários

Muitos condutores ficam atentos à manutenção dos freios pneumáticos instalados no cavalo mecânico, mas às vezes se esquecem do sistema de frenagem das carretas. A falta de manutenção no sistema das carretas pode provocar um desgaste maior no sistema de freios de todo o conjunto, além de sobrecarregar os freios do cavalo mecânico. Além disso, os sistemas dianteiro e traseiro dos freios precisam estar equilibrados.

Os caminhoneiros devem sempre conferir possíveis vazamentos nas válvulas, que precisam ser trocadas nesses casos. Alguns problemas de vedação no compressor podem contaminar essas válvulas e o reservatório úmido com óleo do motor ou água. Por isso, faça sempre a limpeza do circuito e troque o secador, se necessário.

Use sempre reparos originais e de boa procedência. Reparos de origem duvidosa podem alterar o comportamento da válvula, modificando a regulagem, o que compromete a segurança e a qualidade do serviço. Esteja prevenido e evite aborrecimentos e surpresas desagradáveis com seus caminhões.

Gostou? Curta a nossa página no Facebook e leia outras notícias!

 

Deixe um comentário